João Anatalino

A Procura da Melhor Resposta

Textos


O LABIRINTO DAS RATAZANAS

“Quem mexeu no meu queijo” é uma metáfora criada por Spencer Jhonson, médico e escritor americano que ficou famoso escrevendo livros de autoajuda.  É um livro interessante e atual, que vendeu mais de 11 milhões de cópias no mundo todo e ainda continua sendo usado por executivos, professores e formadores de opinião. Mostra um padrão bastante revelador da conduta humana e ajuda a entender melhor a complexa estrutura do cérebro do homem moderno. A metáfora utiliza o comportamento de homens e ratos na luta pela sobrevivência. Ambos são postos em labirintos e têm seus comportamentos estudados durante algum tempo. No labirinto dos ratos pedaços de queijo são escondidos e o trabalho deles é encontrá-los. No labirinto dos homens são escondidas notas de dez dólares e o trabalho deles é o mesmo: encontrar as notas.
Depois de algum tempo, tanto o queijo quanto o dinheiro são retirados. Os ratos voltam ao labirinto algumas vezes e não encontrando nada, param de procurar. Abandonam o labirinto e partem para outros lugares em busca de comida. Os homens levam mais tempo para desistir de procurar as notas que não existem mais e sempre se encontra alguém se metendo no labirinto na esperança de encontrar algum dinheiro.

A experiência mostra que os homens encontram as notas mais depressa que os ratos descobrem o queijo, mas são mais renitentes para abandonar comportamentos que não estão lhes trazendo mais bons resultados. Mostra também que os homens são mais complicados que os animais quando há interesses em jogo.  Os ratos, ao descobrirem que não havia mais queijo no labirinto simplesmente abandonaram o local e foram em busca de novos territórios. Ninguém brigou nem perguntou quem havia tirado o queijo de lá. Os homens, ao contrário, começaram a desconfiar uns dos outros e a se perguntar se alguém não andava passando por lá antes e pegando o dinheiro.
Isso mostra também a dificuldade que o cérebro humano tem de abandonar um comportamento depois que ele é instalado. Mesmo depois que ele não dá mais resultado a maioria das pessoas continua a praticá-lo na esperança que ele ainda lhe traga algum proveito. Explica muitas outras coisas também. Por exemplo, o masoquismo de algumas pessoas, que sofrem com um parceiro, mas não o larga. Isso pode explicar também o masoquismo dos simpatizantes da chamada esquerda, que mesmo depois de tantas experiências malogradas ainda insistem em seguir lideranças incompetentes e mal intencionadas.
O governo Bolsonaro está prometendo tirar o queijo dos ratos que o governo petista instalou no labirinto da máquina pública. Vamos ver como eles se comportarão. Se  forem espertos como os roedores da metáfora, eles irão procurar outros meios para ganhar a vida. Quem sabe, trabalhando de verdade, ao invés de sugar eternamente o erário público. Mas eles são pessoas. E provavelmente irão para as ruas bater panelas e gritar slogans contra quem mexeu no queijo delas.
 

 
João Anatalino
Enviado por João Anatalino em 04/01/2019
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