João Anatalino

A Procura da Melhor Resposta

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QUANTO VALE A ARGENTINA?

 

Trump disse que só vai ajudar a Argentina se Milei ganhar as eleições do próximo dia vinte e seis de outubro, quando os argentinos votarão para a nova composição do Congresso. Segundo as pesquisas, há um risco muito grande de o partido de Milei não fazer um número de cadeiras suficientes para garantir o seu governo, e assim, receber a condicionada ajuda do imperador americano.

Trump está na dele. Ele é comerciante e governa os Estados Unidos da mesma forma que certamente faz com suas empresas. Se der lucro investe, se não, cai fora. Trump sabe que a Argentina é como uma empresa falida que Milei está tentando recuperar. Mas os métodos que ele está usando parece que não estão dando os resultados esperados. E Trump, que não é bobo nem está aí para ideologias (Bolsonaro que o diga), já percebeu que aloprado presidente argentino está mais para roqueiro do que para chefe do executivo de um país que já foi um modelo para a América Latina. Daí a condição que ele impôs para a ajuda: ganhe as eleições e garanta o nosso investimento, senão...

Faz tempo que a Argentina deixou de ser um país diferente no conjunto das nações latino-americanas. Uma sucessão de governos populistas, corruptos e incompetentes levaram a pátria de Gardel e Jorge Luís Borges à bancarrota e à humilhante situação atual, onde um presidente amalucado e sem qualquer sentimento de patriotismo tem que se humilhar frente a um mandatário estrangeiro para conseguir ajuda financeira para tentar evitar uma catástrofe. Que, seguramente, não só levará o país ao caos, como também significará o seu enterro como político e estadista.

É lamentável que um país do porte e da grandeza da Argentina tenha que submeter-se à uma situação tão vergonhosa quanto essa. A impressão que se tem é que a Argentina está sendo vendida aos Estados Unidos pela quantia de vinte bilhões de dólares. É um preço muito baixo para negociar o orgulho de ser argentino, coisa que nós, brasileiros, sempre admiramos nos “hermanos”. E o pior disso tudo é que o negócio só será efetivado se o povo argentino homologar o juramento de vassalagem que Milei terá que prestar ao seu suzerano americano.

Esse é mais um recado que Trump manda para os ingênuos governantes das direitas extremistas que pensam que ele vai apoiar suas políticas reacionárias somente pelo fato de elas estarem alinhadas ideologicamente às dele. Trump não está para o que der e vier, mas sim para o que vier e der. Se o Diabo tiver o que ele quer, ele fará acordo com ele. Suas tratativas com o governo chinês já mostraram isso. Ideologias à parte, o que importa são os negócios. E entre os negócios, só os que produzirem o que ele quer.

Milei entrou nessa roubada e agora não tem como sair. Se não vencer as eleições de outubro a guilhotina vai cair sobre o pescoço dele. E Trump não vai mandar a Cavalaria para socorrê-lo. Ele não faz negócios com perdedores. Os afagos dele com o Lula é outra prova disso. Só os extremistas radicais idiotizados pela mitomania bolsonarista não conseguem ver essa realidade.

João Anatalino
Enviado por João Anatalino em 15/10/2025
Alterado em 15/10/2025


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