Cerca de uns dez anos atrás o nefasto ditador da Venezuela rompeu relações com o Brasil em protesto contra o que ele chamou de “golpe” de estado dado pelo Parlamento brasileiro ao afastar do poder sua parceira ideológica Dilma Roussef. Não se poderia esperar outra coisa de um indivíduo como ele, que a exemplo da sua colega brasileira, enterrou a Venezuela numa crise sem precedentes. A Venezuela, com Maduro, já perdeu boa parte do seu produto interno bruto. Há quase duas décadas vive num regime de exceção, com liberdade restringida, oposição amordaçada e imprensa censurada. Até o judiciário é controlada pelo governo e só decide o que interessa ao regime. Maduro, com seu bigodão de cantor brega e seu discurso de histrião, é um tirano autocrata e funesto. Além das restrições às liberdades democráticas e desrespeito aos direitos humanos, ele transformou a Venezuela numa república bananeira de segunda categoria onde nem papel higiênico pode ser encontrado nas prateleiras dos supermercados.
Não obstante tudo isso esse ridículo ditador de opereta ainda tem simpatizantes na América Latina. Lula é um deles. Explica sua simpatia por Maduro dizendo que é o povo venezuelano que tem que decidir se ele presta ou não, sem lembrar que para que isso pudesse acontecer seria preciso que os venezuelanos fossem livres para decidir.
Lula diz que isso é pragmatismo. Seria bom se fosse verdade. E que as honras diplomáticas que Lula já prestou ao seu nefasto correligionário venezuelano tivessem mesmo razões práticas, como, por exemplo, uma forma de cobrar de Maduro o dinheiro que ele e a Dilma, de forma pródiga e irresponsável, emprestaram para ele.
É pena que o povo venezuelano não tenha liberdade, nem lideranças capazes de derrubar o seu ridículo ditador e tenha que colocar suas esperanças num autocrata, como Donald Trump. Já Lula, mais uma vez, comete o equívoco de declarar apoio a Maduro contra as pressões que ele vem sofrendo por parte do seu desafeto americano. Não que Trump, que se acha a reencarnação de Alexandre, o Grande, tenha razão em bater em Maduro, como ele está fazendo. Mas, pior que aturar as parvoíces e a comportamento narcisista do fuhrer ianque, é dar guarida a um Stalin de opereta.
Até porque já sabemos o que Trump quer com a campanha que ele vem fazendo contra Maduro. Ele quer o petróleo venezuelano, que hoje, ao invés de correr para as refinarias americanas está sendo drenado todo para a China e a Rússia. E o perigo que a estratégia equivocada de Lula traz para o Brasil ao apoiar Maduro e confrontar Trump é o de que o futuro óleo que a Petrobrás pretende tirar na costa equatorial também acabe entrando no radar da ambição trumpista.
Fora o asco que o ridículo ditador venezuelano naturalmente nos desperta, esse é um risco que o Lula bem podia evitar. Afinal, o que nós precisamos é ficar o mais longe possível desses dois psicopatas.