João Anatalino

A Procura da Melhor Resposta

Textos


JÁ VAI TARDE

 

Ricardo Lewandowsky, o ex-magistrado que Lula escolheu para cuidar da Justiça no governo dele pediu o boné e vai embora, segundo ele, cuidar dos netos.

Adios muchacho, vaya com Dios. Para muita gente, já vai tarde. Lewandowsky nunca deveria ser chamado para ocupar esse cargo e só foi mesmo porque, segundo se diz, é um petista de carteirinha, que só foi indicado para o Supremo por causa das suas simpatias políticas.

O fato de Lula ter dado o cargo de Ministro de Justiça para ele confirma esse apadrinhamento. Lewandowsky nunca deveria ser chamado para ocupá-lo. Se há alguém sem nenhum perfil para Ministro da Justiça é ele. Tanto é que durante os dois anos que ocupou a pasta não desenvolveu nenhum trabalho, nem conseguiu aprovar qualquer projeto para combater o crime organizado e o aumento da criminalidade, que constitui hoje a principal preocupação dos brasileiros.

Não é estranho que a sua atuação na pasta da Justiça tenha apresentado esse resultado tão pífio. Afinal, quando atuava no STF ele era um lídimo representante da chamada ala garantista dos magistrados que integram aquela Corte. Ele, Toffoli e principalmente Gilmar Mendes constituíam um trio defensor dessas teses que sustentam que há criminosos e 'criminosos', ou seja, perante o direito positivo as pessoas não são iguais, pois delinquentes que tem um status social e econômico superior devem ser tratados de forma diferente daqueles que não tem.

Gilmar Mendes, aliás, já foi acusado por seu ex-colega de colegiado, Luís Roberto Barroso, de ser condescendente no julgamento de criminosos de colarinho branco. E Lewandowsky, no escândalo do Mensalão, foi acusado pelo relator do caso, o então ministro Joaquim Barbosa, de “estar advogando para os réus”. Quanto a Toffoli, sua conduta no recente caso do Banco Master, bastante suspeita, diga-se, mostra bem qual é seu pensamento a respeito.

Quanto a Lewandowsky, com um histórico desses, é compreensível que nada tenha feito para combater a criminalidade que infesta o país. Principalmente porque, como todo o Brasil sabe, na ponta desse processo estão muitos “colarinhos brancos”, a maioria dos quais tem seus defensores no Judiciário, no Legislativo e no próprio Executivo, isso sem dizer que também infestam as Igrejas, os clubes de futebol, o comércio, e praticamente todas as estruturas da sociedade, formando um verdadeiro Quarto Estado.

Essa estrutura não será desmontada com pensamentos e atitudes “garantistas”. O sistema penal brasileiro, que protege o criminoso de colarinho branco com as suas intermináveis instâncias recursais, que só podem ser acessadas por quem tem dinheiro para pagar custas e honorários advocatícios altíssimos, precisa ser revisto. A Justiça e o Direito derem andar juntos e não podem se divorciar no curso do processo como costuma acontecer na maioria dos casos envolvendo crimes do colarinho branco. O Direito não pode vestir a Justiça com modelos recortados ao sabor dos interesses de quem pode mais. O crime tem que ser combatido com rigor e a condescendência “garantista” que tomou conta do nosso Judiciário só ajuda a aumentar a ousadia dos criminosos. Antigamente se dizia que o “crime não compensa”. Mas hoje, infelizmente, ele tornou-se uma das principais alternativas de ascensão social e econômica que são oferecidas aos nossos jovens. E muitos deles estão optando por ela.

João Anatalino
Enviado por João Anatalino em 09/01/2026
Alterado em 09/01/2026


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