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O luar, uma janela,
O trovador, um violão;
Um balcão, uma donzela,
Imagem d’uma paixão.
Antigamente, o luar
A ternura de um amor
Bastavam para inspirar
O coração do trovador.
O trovador na calçada
Ela, em cima, no balcão,
Varavam a madrugada
Entre suspiro e canção.
Hoje o ronco do motor
Faz as vezes do violão
Um pentdrive é o trovador,
E o motel é o balcão.
Romance não se vê mais,
Só há o que vier e der.
São diferentes os casais
Não mais homem e mulher.
João Anatalino
Enviado por João Anatalino em 25/01/2026
Alterado em 26/01/2026
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