Talvez não vejamos um sentido na vida,
Porque ela é como uma obra de Breton,
Onde o inconsciente é que gera o tom,
E a mão só executa a imagem sugerida.
Ou, nesse mesmo sentido, a vida seria,
Como a partitura que Deus escreveu,
Para os músicos, que somos você e eu,
Executarmos, nota por nota, cada dia.
Assim, seja quadro, poema ou canção,
A vida é como aquela obra surrealista,
Onde cada um a vê de forma diferente.
Não importa qual possa ser a avaliação,
Ela só tem algum sentido à nossa vista,
Vendo com a alma e não com a mente.