A BESTA DO APOCALIPSE
"Quem é como a besta? Quem pode guerrear contra ela? "
⁵ À besta foi dada uma boca para falar palavras arrogantes e blasfemas, e lhe foi dada autoridade para agir durante quarenta e dois meses.
⁷ Foi-lhe dado poder para guerrear contra os santos e vencê-los. Foi-lhe dada autoridade sobre toda tribo, povo, língua e nação.
⁸ Todos os habitantes da terra adorarão a besta, a saber, todos aqueles que não tiveram seus nomes escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a criação do mundo.
¹³ E realizava grandes sinais, chegando a fazer descer fogo do céu à terra, à vista dos homens.
¹⁴ Por causa dos sinais que lhe foi permitido realizar em nome da primeira besta, ela enganou os habitantes da terra. Ordenou-lhes que fizessem uma imagem em honra da besta que fora ferida pela espada e contudo revivera.
¹⁵ Foi-lhe dado poder para dar fôlego à imagem da primeira besta, de modo que ela podia falar e fazer que fossem mortos todos os que se recusassem a adorar a imagem.
¹⁶ Também obrigou todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, a receberem certa marca na mão direita ou na testa,
¹⁷ para que ninguém pudesse comprar nem vender, a não ser quem tivesse a marca, que é o nome da besta ou o número do seu nome.
¹⁸ Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta, pois é número de homem. Seu número é seiscentos e sessenta e seis.
Apocalipse 13 a 18
Eu não creio em bruxas, mas que elas existem, existem. Jung explica. Todas as almas das pessoas que nascem na terra são tocadas por influências que estão muito além do seu próprio entendimento, vontade e controle. Platão chamava essas influências de arquétipos; Jung de Inconsciente Coletivo da Humanidade. Seja qual for o termo que preferirmos para designar essa força sobrenatural e desconhecida que nos faz acreditar na existência de um mundo que está além da nossa compreensão, ela existe e conforma nossos destinos.
A Besta do Apocalipse é um arquétipo que designa um ser poderoso que é capaz de enganar, submeter, destruir, matar, obrigar a grande maioria das pessoas a adorá-lo. Para o autor do Apocalipse, a Besta era o imperador romano Nero, que na época em que ele escreveu o seu curioso livro, submetia a maior parte do mundo civilizado à sua tirania. São João, o suposto autor desse livro, não era, certamente, o apóstolo de Jesus que tinha esse nome, e segundo os Evangelhos, poderia ficar na terra até que ele voltasse. Na verdade, o João Evangelista, que deve ser o mesmo que escreveu o quarto evangelho, é, na verdade, um filósofo gnóstico (provavelmente um rabino) que adotou o cristianismo e resolveu escrever um tratado criticando a política de Roma, usando na sua escrita uma linguagem cabalística para fugir da repressão e da censura que os romanos e os próprios judeus, na época, praticavam contra os cristãos.
O interessante de tudo isso é o conteúdo arquetípico da sua obra. A Besta nunca deixou de aparecer na terra. Não foi só o devasso e maluco imperador Nero, nem Calígula, Cômodo e todos os demais psicopatas que governaram Roma, mas vários outros potentados que apareceram depois e se arrogaram no poder de vida e morte sobre as pessoas. Nesse rol podemos colocar Napoleão, Hitler, Stalin, Idi Amim, vários papas e outros governantes que cometeram terríveis genocídios e provocaram imensas tragédias somente para satisfazer os seus egos.
Atualmente estamos vivendo uma era de Bestas. Elas estão soltas pelo mundo inteiro. Todas tem nome de potentados e elas estão devastando a humanidade para realizar as suas ambições. A profecia apocalíptica diz que o número da Besta é o número de um homem. Claro, esse é um mistério que até hoje excita a nossa imaginação. Mas sabemos que se trata de um estratégia própria dos cabalistas, designar através de números um determinado nome aproveitando essa característica do alfabeto hebraico. Mas se quisermos hoje dar nome à Besta podemos chama-la de Netanyahu, Trump, Putin, qualquer um dos aitolás do Irã, Kim Jon-Un ou qualquer outro psicopata que está hoje no poder. Só não elencamos Lula e Bolsonaro no rol dos candidatos à Besta porque bestas eles já são, mas num outro sentido.
De qualquer modo, se quisermos saber quem é, de fato, a encarnação da Besta do Apocalipse que está solta no nosso mundo de hoje, teríamos que radiografar o cérebro desses sujeitos acima citados. Porque o número dela, que é seiscentos e sessenta e seis, certamente está gravado no cérebro deles.
O meu voto é para o Trump.