Quando um navio começa a afundar os ratos que naturalmente infestam os seus porões abandonam a embarcação. Não é toa que os cientistas usam ratos para fazer experiências de laboratório. Eles tem neurologia muito parecida com os homens. John Steinbeck, famoso romancista americano que ganhou um Nobel de Literatura, descreve bem essa proximidade em seu conhecido romance Homens e Ratos, no qual essa analogia é transformada em uma interessante metáfora sobre o comportamento humano.
Políticos, mais do que outra espécie de pessoas, tem uma mente sinantrópica mais apurada do que qualquer outra. Sinantrópicos, como definido pela zootécnica, são aqueles animais que se acostumam a viver perto dos seres humanos para se beneficiarem desse convívio, porque é deles que vem os meios com os quais sobrevivem. Baratas, moscas, pombos, ratos, etc. são alguns dessas espécies que proliferam junto aos seres humanos pela facilidade que encontram em viver dos seus resíduos.
Acostumam-se a buscar o convívio das pessoas porque lhes interessa. E quando lhes falta os recursos que lhe permite a sobrevivência, eles logo abandonam o local e vão para outro que possa lhes fornecer o necessário.
Essa tendência comportamental dos roedores, principalmente, serviu de inspiração para o médico-escritor americano Dr. Spencer Johnson escrever uma saborosa metáfora a respeito do comportamento dos homens e dos ratos, chamada “Quem Mexeu no Meu Queijo”, mostrando que ratos e homens tem comportamento muito parecido quando se trata de satisfazer suas necessidades, mas os ratos são mais práticos do que os humanos, pois sabem quando devem persistir ou desistir de um comportamento que não está lhes trazendo mais o resultado esperado.
Essa metáfora cabe bem no comportamento dos nossos políticos atuais. A candidatura de Flávio Bolsonaro, por exemplo, é um barco que está afundando. Os ratos mais espertos do chamado Centrão já começaram a abandonar o barco. Aliás, é o que esse malta de animais sinantrópicos que habitam esse partido sempre faz. Eles cheiram quando o queijo já não está mais no labirinto e caem fora.
Mas Flávio Bolsonaro ainda têm esperanças de achar algum queijo no labirinto e continua andando nele sem reconhecer que está perdido. E com ele alguns ratos teimosos que, a semelhança dos estudantes da metáfora do Dr. Johnson, até hoje ainda esperam achar as notas de dez dólares que foram postas no labirinto para eles encontrarem.
Agora o herdeiro número um do clã está procurando uma tábua de salvação junto ao psicopata que governa os Estados Unidos. Ele ainda não percebeu que a canoa do Trump está mais furada do que o Titanic e está afundando como pedra. Nem os americanos o aguentam mais. O apoio do Trump, depois das besteiras que fez por influência do Bolsonaro Dois, ao invés de dar-lhe votos vai é tirar ainda mais.
Com tudo isso quem está rindo à bandeiras despregadas, como diz a metáfora popular, é o Lula. Se é assim que os bolsonaristas pensam derrotá-lo podem tirar o cavalo da chuva. E as ratazanas do “partidão” também. Se insistirem em cultivar essa “alma de rato”, vamos ter que aguentar o “Brahma” por mais quatro anos. Se Deus é mesmo brasileiro está mais que na hora de ele assumir a sua cidadania.