Gostaria de tirar esta máscara da face,
Para mostrar o meu verdadeiro rosto;
E seria simples se ela não se tornasse,
Com o meu “eu” um sujeito composto.
Pois todo dia eu me levanto da cama,
Para fazer meu papel no teatro social,
Justificando ter um dever que chama,
E cumpri-lo é minha obrigação moral.
Minha vida tornou-se eterno carnaval.
Para cada momento visto uma fantasia,
Que eu só ponho para parecer normal.
Se pudesse, a tiraria com muito gosto,
Mas ela já é parte da minha anatomia,
E se confunde com meu próprio rosto.