NUVENS NEGRAS NO HORIZONTE
O governo Lula não está agradando à maioria dos brasileiros. Isso é o que mostram as pesquisas feitas pelos institutos que se dedicam a medir o humor dos eleitores em relação ao governo e aos políticos que pretendem ocupar esse lugar. Isso quer dizer que mais de cinquenta por cento dos pesquisados rejeitam Lula. Se a eleição fosse hoje, a maioria dos eleitores não votaria nele.
Faltam pouco menos de seis meses para as eleições e infelizmente nenhuma das alternativas apresentadas até agora tem empolgado o eleitor. Zema tem se mostrado em seus discursos que pode ser mais radical do que o próprio Bolsonaro foi quando presidente. E radicalismo extremo nunca foi do agrado do eleitor. Só gera conflito e oposição feroz, prejudicando a governabilidade e punindo o povo. Conflitos institucionais foi a pior herança que o governo bolsonarista legou ao país.
Politica é a arte da negociação. Nessa arte, quem não sabe negociar e tenta resolver as coisas na base da valentia sempre se dá mal. Collor de Mello foi um claro exemplo disso e Trump está repetindo o mesmo erro. Quem despreza a diplomacia desagrega ao invés de agregar.
Caiado pode ser simpático à uma determinada ala da elite econômica do país. Especialmente aos empresários do agro negócio, que são uma das principais alavancas do PIB brasileiro. Mas parece não inspirar muita confiança ao resto do eleitorado, principalmente a classe trabalhadora e o funcionalismo público. É visto mais como um candidato dos ricos e estes não são a maioria do povo brasileiro.
Flávio Bolsonaro, que despontou como uma força que poderia derrotar o PT perdeu muito espaço junto ao eleitorado em razão das suas relações pouco republicanas com o banqueiro Daniel Vorsaro, responsável pela maior fraude bancária da história do Brasil.
Diga-se, a bem da verdade, que o primogênito do “Mito” nunca reuniu qualquer mérito para ocupar um cargo tão importante como o de presidente do país. Foi um deputado medíocre e um senador bisonho, que nunca apresentou qualquer projeto de verdadeiro interesse público. Sua atividade parlamentar sempre foi de defesa de interesses corporativos e particulares, que não contemplaram o bem público. Há, inclusive quem diga que sua base eleitoral tem um pé nas milícias que infernizam a vida do povo do Rio de Janeiro. Isso nunca foi provado, mas é estranho que ele tenha comemorado a decisão do Trump de classificar as facções criminosas (PCC e CV) como terroristas e não tenha dito uma palavra a respeito das milícias, que são tão criminosas quanto as facções.
De qualquer modo, os filhos do Bolsonaro têm se mostrado indignos do voto do eleitor brasileiro. Falta-lhes, não só competência política, como também têm mostrado alguns traços de caráter bastante duvidosos. Isso se comprova pelo fato de que eles não se importam em prejudicar o próprio país para defender os seus interesses particulares. Botar o comando do país nas mãos de gente com essa disposição de caráter, não sei não…
Quanto aos demais pretensos candidatos, até agora não deram o ar da graça. Dessa forma, o céu nos parece cheio de nuvens negras. Tomara que até o dia das eleições o sol comece a brilhar sobre nós.