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CAPÍTULO UM
O PROCESSO DE INDIVIDUAÇÃO
Conhece a ti mesmo
Individuação é o termo usado por Karl Gustav Jung, o famoso médico e psicanalista suíço que fundou a escola de psicologia analítica, para designar o processo de conhecimento das profundezas da alma humana, que, vinte e cinco séculos antes, o filósofo grego Sócrates, deu início com a sua famosa frase “conhece-te a ti mesmo”.
Sócrates, no entanto, dado a época em que viveu e a
cultura na qual o seu magistério se inseriu, não tinha as ferramentas que Jung utilizou para desenvolver o seu trabalho. Suas intuições a respeito de uma dupla estrutura a conformar nossa mente, formada por uma parte consciente que constitui o nosso próprio intelecto e uma parte inconsciente que contém substratos oriundos de fontes externas à nossa história de vida, que podemos chamar de divina, ou sobrenatural, era uma mera intuição metafísica extraída da sua crença em deuses e poderes da natureza, cuja observação era bastante visível no comportamento humano, e que a seu ver, o modelava para o bem e para o mal.
Destarte, o método socrático de investigação do Si Mesmo, termo que Jung cunhou para designar a nossa alma perfeitamente integrada em todos os seus aspectos - incluindo o bem e o mal - que o filósofo grego chamava maiêutica (dar luz às ideias), tem exatamente o mesmo significado que o psicanalista suíço quis dar ao seu vocábulo. “Até que você torne o inconsciente consciente ele dirigirá sua vida e você o chamará de destino”, disse ele, como a parafrasear a proposição socrática, “conhece-te a ti mesmo.” Porque conhecer a si mesmo nada mais é que o indivíduo tomar conhecimento de todos os alicerces que constituem a sua própria existência como ser humano. Física e espiritualmente. E ninguém, hoje, em sã consciência, pode afirmar que tudo que somos não passa de átomos estruturados molecularmente para realizar determinada função.
A velha proposição do cientista e matemático Pierre Simon de Laplace para defender o determinismo científico na composição do universo, compreensível do ponto de vista positivista, não encontra mais defensores radicais como haviam no seu tempo. Embora visto de outro ângulo, depois das pesquisas de Jung, Rhine, Capra e demais pesquisadores da mecânica quântica, juntamente com outros desbravadores dos rincões inconscientes da mente humana, podemos muito bem devolver a Deus o lugar que lhe cabe entre as hipóteses perfeitamente prováveis para a existência do universo e de nós mesmos.[1]
Afinal, é o que todos os grandes taumaturgos, místicos e fundadores de religiões, em todos os tempos vem dizendo: Deus está dentro de nós; O Reino de Deus está dentro de nós. Deus mora em nós; Vós sois deuses. E na esteira desse entendimento, invocar o testemunho dos modernos gnósticos da ciência atômica que vem desenvolvendo trabalhos bastante significativos na área, comprovando a existência de um universo muito mais estranho e inexplorado do que este que nós pensamos conhecer.[2]
O mito da caverna
O que Sócrates fez foi abrir um caminho para que, depois dele, o seu discípulo Platão desenvolvesse a ideia da existência de um mundo ideal, gerado pelo pensamento dos deuses, que criava “tipos” psicológicos, que podiam ser vistos como deidades encarnadas, os quais influenciavam a mente humana na prática dos seus comportamentos. Platão chamou a esse mundo, mundo das ideias, ou das formas ideais, de onde proveio mais tarde o termo “arquétipo”, que passou a designar os mais diversos conceitos que preenchem o estofo psíquico do ser humano.
O pensamento platônico levou-o a crer que havia uma cisão entre o espirito e a matéria, de forma que o homem, na sua estrutura física, refletia exatamente uma imagem contrária daquela a que os deuses projetaram para ele. Porque, no mundo sensível, onde o homem vive e constrói o seu próprio universo, tudo é ilusório e passageiro, como se ele fosse feito de sombras que se dissolvem ao contato com a luz. Esse é o mundo que captamos com os nossos sentidos e o que nós vemos, ouvimos, cheiramos, tateamos, degustamos, são cópias imperfeitas da realidade que a ilusão de uma luz artificial projeta na parede dos nossos sentidos. Por isso Platão ensinava aos seus discípulos a busca da “verdade eterna”, aquela que estava simbolizada nos atributos dos deuses ( o verdadeiro sentido dos conceitos que alimentam a vida psíquica da humanidade) tais como bondade, justiça, equidade, coragem, caridade, atributos do chamado conceito do bem, ou virtudes, como também o conhecimento e a integração dos seus antoninos, elencados no rol dos atributos do mal, como a injustiça, a covardia, a mentira, a torpeza, enfim, todos cognatos do que chamamos vícios. Porque, afinal, nenhum ser humano pode afirmar que não os têm.
No Mito da Caverna, uma metáfora engenhosa que Platão criou para explicar esse conceito, ele imagina um grupo de pessoas (a humanidade) presa dentro de uma caverna onde o sol não penetra (a nossa mente). Só há uma fogueira projetando sombras na parede (os nossos sentidos). As pessoas, dentro da caverna, só veem essas formas e fazem seu julgamento de acordo com a capacidade que cada uma tem de formatar a sua sensibilidade. Como numa nuvem no céu, cada uma vê uma realidade diferente, formatada pelos próprios conteúdos que têm em sua mente. Para eles, o mundo é constituído somente por aquelas sombras que se movem na parede. No mundo exterior, porém, está a verdadeira essência das coisas projetadas. Um dos prisioneiros, um dia escapa da caverna e vê as coisas como elas realmente são. Quando volta para informar aos demais prisioneiros a verdade sobre a ilusão que as sombras na parede provocavam nos seus sentidos, ele é considerado louco.
O mundo dos arquétipos
Com suas pesquisas sobre os conteúdos inconscientes da mente humana, Jung deu início a uma das mais importantes correntes filosóficas do século vinte, sedimentando com argamassa científica um estudo que já vinha ocupando a cabeça de muitos filósofos e cientistas desde a metade do século dezenove, quando o triunfo do Positivismo empurrou para o obscuridade todos as tentativas de trazer para a luz da consciência essa parte obscura da nossa caverna psíquica, onde as sombras do que é se transformam no que pode ser, de acordo com o juízo que fazemos delas.
Não foi a toa que isso aconteceu. Uma boa parte dos estudiosos da física quântica, hoje são adeptos de uma visão sistêmica do universo, na qual se propõe que o pensamento científico do Ocidente deve integrar a sabedoria intuitiva, encontrada na filosofia oriental. Algo que a China soube fazer muito bem, integrando no seu modelo de desenvolvimento a velha tradição do Taoísmo com as modernas ideias desenvolvidas pelo capitalismo ocidental e o chamado socialismo progressista.
Nós também não temos pejo em revelar a nossa simpatia por esse caminho. Afinal, o que seria o homem sem as suas crenças? E de onde vêm essas intuições que parecem ser anteriores à nossa própria história de vida, as quais, por isso mesmo, não podem ter sido cunhadas por experiências impressas na nossa psique por acontecimentos vividos, nem herdadas de experiências ancestrais dos nossos antepassados através dos códigos genéticos que eles nos transmitiram?
A ideia da existência de um Ser Superior que deu nascimento ao universo e dentro dele, á vida que lhe dá consistência, não é, de forma nenhuma, uma intuição que a própria natureza da psique humana, um dia, engendrou. Ela lhe foi inspirada por forças externas à sua própria capacidade de imaginação, pois sabemos hoje que não há imaginação sem matéria prima com a qual se possa fantasiar. A explicação positivista de que a natureza provê ao nosso cérebro todos os insumos para a nossa fábrica psíquica simplesmente não nos satisfaz. Afinal, quem fornece à natureza a energia e orienta os seus processos de fabricação da realidade positiva? Modernas experiências feitas em laboratórios de física quântica têm comprado o fato de que uma partícula de energia, quando observadas, só "entram" no campo de observação do pesquisador quando ele toma consciência da presença dela, o que equivale a dizer, que ela só passa a existir depois que ela é detectada.
Jung, em seus comentários sobre a influência que o simbolismo que os arquétipos projetam em nossa mente consciente (A Vida Simbólica, Vol 1, pg 262), diz que não crer na existência de um Criador é aceitar a ideia de que o universo inventou a si mesmo. E que toda a ordem nele posta, que aparece nas leis naturais que lhe dão vida e sentido, surgiram por sua própria conta, num processo ex-nihilo, sem causa.
O paradoxo da ciência que se guia por um positivismo extremo é exatamente esse. Crer que não existe fenômeno sem causa e ao mesmo tempo supor que o universo é acausal. Como conviver com tais paradoxos, que parecem se afirmar em contradições nos próprios termos?
No entanto, os deuses e os demônios da antiguidade ainda estão vivos. São chamados hoje por outros nomes, mas continuam entre nós. Eles S
são os nossos desejos, os preconceitos, os temores, as angústias e as neuroses que povoam a mente humana, inspirando horrores, as vezes até maiores do que aqueles que assombravam as supersticiosas mentes medievais. São eles que provocam a insatisfação da vida moderna e inspiram os vícios que desenvolvemos para mitigar os constrangimentos psíquicos que a perda do conteúdo anímico que precisa ter, nos traz.
Afinal, se chamarmos a “neura” que faz uma pessoa gastar rios de dinheiro numa clínica estética, às vezes arriscando a própria vida para se amoldar a um padrão de beleza que a sociedade parece consagrar, de Complexo de Afrodite, ou de Narciso, estaríamos cometendo algum equívoco? Se dissemos ao um homem que sofre constrangimento psíquico por causa do tamanho do seu pênis, ou da insuficiente potencialidade sexual, que ele tem um Complexo de Priapo[3], não estaríamos fazendo nenhuma ilação absurda. Se um terapeuta diz a uma pessoa que vive procurando em um parceiro os atributos dos seus pais, que ele, ou ela, precisa se livrar do Complexo de Édipo, ou de Eletra, seria essa uma proposição absurda em termos de diagnóstico psicológico?
Essa foi a grande descoberta de Jung. A de que há muito mais material anímico na nossa mente inconsciente para formatar a ilusão que a realidade do mundo projeta na nossa mente consciente do que energia nesta para decodificar essa simbologia e apresentá-la como ela realmente é.
Esse material é constituído por arquétipos, ou seja, tipos psicológicos que são impressos em nossa vida psíquica até antes de nós nascermos. Isso não quer dizer que o nosso inconsciente seja povoado apenas por material arquetípico, construído externamente à nossa própria experiência de vida, mas sim que essas influências não podem ser creditadas apenas ao resultado que dela extraímos. O mundo arquetípico é aquela parte da nossa vida psíquica que não tem raízes somente no plano material da existência. Ela integra liames que se estendem para além da própria dimensão em que a nossa vida material se manifesta.
Influências arquetípicas na História
Há casos em que a mera vontade do indivíduo não resolve. Nem sempre basta querer para poder. Nietzsche (Assim Falava Zaratustra) e Schopenhauer ( Vontade e Representação), nos dão uma boa ideia dos limites do livre arbítrio humano em seus polêmicos trabalhos que trata do tema poder/dever, quando discorrem sobre os problemas que o homem enfrenta entre a sua vontade de poder e as limitações que a sua própria condição como ser humano apresentam. É o eterno conflito entre o espírito e a matéria que nos condena a ficar chumbados à terra, quando a nossa vontade seria ganhar os céus.
Isso mostra que o tão gabado livre arbítrio que a moderna psicologia do pensamento positivo apregoa tem um limite e ele não é tão largo. Pode até superar a fronteira das nossas forças físicas mas nunca vai além das nossas crenças. Para além da mera vontade de poder, existem forças que não podemos controlar. E quem acredita que basta o simples querer para poder é sempre um bom candidato à neuroses. A fé pode mover montanhas sim, desde que se tenha um equipamento para escavá-las e remover a terra para outro lugar. Fora disso é só uma metáfora.
Não obstante, como ensina Jung, o material arquetípico que pode se transformar em montanhas de constrangimentos psicológicos para seu hospedeiro, não é, em si mesmo, um mal. Ao contrário, ele é parte integrante do Si Mesmo, que ele considera a totalidade da nossa vida psíquica, e por isso mesmo não pode ser ignorado nem reprimido. Ignorado, ele se torna complexo limitador de experiências de vida (como o caso do homem, ou da mulher, que vivem procurando no parceiro a figura dos pais. E quando esse complexo não encontra a satisfação do seu anseio, vem a depressão, a perda do sentido da vida e outras consequências psíquicas que refletem na sua neurologia como dores físicas mesmo.
Os arquétipos, no dizer de Jung, têm uma certa autonomia e não se conformam à nossa vontade. No mais das vezes atuam independente dela. Não é possível manipulá-los. Depois que ele se instala na nossa mente inconsciente, o simbolismo que ele inspira, só um novo arquétipo, com maior força simbólica, pode modificar. Um exemplo seria o do cristão que assume, sinceramente, a fé islâmica, ou vice versa, acreditando piamente na superioridade de uma crença sobre a outra.
Mas isso não acontece sem que o indivíduo passe por um processo de individuação que, em seus termos e padrões, não é diferente em todas as tradições religiosas. Há uma fase inicial em que a própria alma do indivíduo sente a necessidade de buscar um sentido diferente para a sua vida e a porta da religião é uma das que mais se escancara nessa hora justamente pela sua natureza anímica. E depois vem a iniciação, que se configura sempre como uma morte das crenças anteriores, ( a morte do arquétipo antigo) e a sua substituição por um novo, onde a alma do indivíduo “sente” que encontrou o caminho procurado e por ele deve enveredar. Depois vem a substanciação, que é a adoção consciente das novas crenças, que só acontece se a própria alma do hospedeiro experimentar o sentimento de plenitude que acompanha a conclusão do processo de individuação.
Tudo isso forma o espectro da nossa vida cotidiana. Do Ocidente capitalista nos vem o mito do homem que se faz por si mesmo e do homem que precisa de outros para fazer. Uns mandam e outros obedecem. Uns são os leões da metáfora usada por Nietzsche na sua diatribe contra o poder do mito cristão e outros são os camelos. Metáfora que foi transportada por Marx para compor sua tese de exploração do trabalhador pelo capitalista e sedimentar a crença, por ele transformada em doutrina, de que há uma dialética materialista na vida das sociedades e dos indivíduos que os faz se conformar em viver suas vidas entre dois polos opostos que já foram chamados de senhores e escravos, servos e senhores, suseranos e vassalos, e na sua época, capitalistas e proletários, e hoje podem ser contados como patrões e empregados.
Para Marx eram apenas exploradores e explorados. Ele acreditava que esse arquétipo poderia ser manipulado e modificado em suas tenebrosas consequências sociais através de uma revolução que atingisse a causa dessa distorção, que era a forma pela qual as pessoas ganham a vida, ou seja, os processos de produção adotado pela sociedade, que tornavam injusta a divisão do produto social, beneficiando o capital em detrimento do trabalho. Pois, para ele, sendo o trabalho o principal componente do valor dos produtos, não era justo que o capitalista ficasse com a maior parte do resultado do processo de produção. Em consequência veio a Revolução Bolchevista que tomou de assalto a Rússia tzarista em 1917 e se espalhou pela Europa Central depois da queda dos regimes fascistas.
Parafraseando a metáfora de Nietzsche, o comunismo foi a resposta do “camelo” para enfrentar o leão que os dominava pela sua vontade. Mas a vontade do leão, por si só não cria valores, diz ele. Nem a vontade do camelo que se rebela contra a carga que se lhe é aposta. Essas vontades só podem criar novas vontades de poder. E foi o que aconteceu tanto nos países capitalistas quanto nos comunistas. Mas cedo do que seus idealizadores esperavam os países que adotaram ambos os sistemas tiveram que modificá-los, adotando soluções alternativas entre iniciativa privada e controle estatal para poder alcançar um equilíbrio adequando para a sua vida econômica e social. Países comunistas implantaram medidas capitalistas e os capitalistas passaram a desenvolver programas sociais.
Esse é é um claro exemplo da influência de “prints” psicológicos, que são os arquétipos, na vida das sociedades. Outro exemplo marcante pode ser pescado na vida religiosa dos povos do Ocidente. Como Nietzsche assinalou na sua marcante crítica ao arquétipo judaico-cristão, o Cristianismo “matou” fisicamente o velho mundo romano com ideia de um Apocalipse final. A única esperança de redenção foi capitalizada na figura de um carpinteiro mendicante que morreu como um bandido, pendurado numa cruz, diz ele. Essa “morte” psíquica do mundo antigo, fez toda uma civilização renunciar aos poderes do homem livre e senhor de si mesmo, como era o fundamento do mundo romano e teria que ser compensado com uma guinada do indivíduo para dentro da sua própria alma em busca de uma recompensa psíquica que ele não mais encontrava na vida social e econômica. E essa foi a estratégia que levou Cristianismo a a triunfar sobre as antigas religiões do Oriente e exercer um domínio praticamente exclusivo e de certo modo, tirânico sobre o espírito dos povos ocidentais. Isso, salienta Nietzsche, só aconteceu depois que esses deuses foram vencidos por Moisés e Jesus, ambos judeus e “pastores de larvas”, pregadores de um comportamento servil e conformista. E com a mente dominada por essas concepções arquetípicas o mundo ocidental caiu na famosa depressão psíquica que caracterizou a chamada Idade Média.
A crítica de Nietzsche, Spinoza e outros filósofos que se enveredaram por esse caminho filosófico pode ser insidiosa e levantar óbices que seriam facilmente justificados. Afinal, a vida medieval não foi exatamente uma idade de trevas como alguns historiadores dizem. É certo que a procura intensa por um êxtase espiritual, que marcou a existência dos povos nessa época, estancou o surto civilizatório que a civilização greco-romana havia impingido ao mundo ocidental no milênio anterior. Mas não representou, como comumente se pensa em certos meios intelectuais que ainda se guiam pelo brilho ilusório da riqueza material, um retrocesso na vida psíquica das pessoas. Ao contrário, ela foi marcada por uma vida espiritual intensamente rica de simbolismo e representatividade anímica. A alquimia é uma prova bastante robusta dessa proposição. O magistério alquímico, como bem viu Jung foi exatamente o contraponto científico que a mente científica do homem conseguiu desenvolver naquele ambiente que se orientava radicalmente por uma visão transcendental do mundo. Daí a sua característica marcadamente esotérica, buscando em disciplinas herméticas, como o gnosticismo e a cabala, ambas profundamente simbólicas, os seus fundamentos de realização. Assim é que, na sua face exotérica, a alquimia nos legou a química moderna, e na sua face esotérica, ela revelou para a mente humana, um das mais interessantes e perturbadoras formas de realização espiritual, que Jung definiu como processo de Individuação.
[1] Referência a uma frase do matemático Pierre Simon de Laplace ((1749–1827), que depois do avanço científico verificado no chamado Século das Luzes, disse que Deus era uma hipótese perfeitamente descartável.
[2] Referência aos trabalhos realizados pelos físicos teóricos da moderna física quântica, entre os quais Fritjof Capra, Deepak Chopra, Menos Kafatos e outros, cujos trabalhos buscam estabelecer ligações entre a física quântica e as disciplinas espiritualistas.
[3] Priapo é uma deidade da mitologia grega e romana, tido como protetor da fertilidade, dos jardins, dos pomares, dos rebanhos e da virilidade masculina. Ele é representado com um pênis enorme e eternamente ereto..
Ao contrário, ela foi marcada por uma vida espiritual intensamente rica de simbolismo e representatividade anímica.