João Anatalino

A Procura da Melhor Resposta

Textos


JEOVÁ QUE SE CUIDE

 

Ormuz e Arimã são nomes de deuses da antiga religião persa chamada Mazdeísmo. Foi uma religião popularizada por um profeta chamado Zaratustra por volta do século VI a.C e que tinha no disco solar a representação maior da sua divindade.

Ormuz era o deus do bem e Arimã o deus do mal. O primeiro habitava na luz, por isso era representado pelo sol e só aparecia de dia. O segundo vivia nas trevas e só apontava à noite. Por isso a ideia de que o bem está relacionado com a luz e o mal à escuridão.

De qualquer modo, os dois viviam em guerra. O que Ormuz fazia de bem de dia, Arimã procurava boicotar de noite. Era uma briga danada pelo controle do mundo e da alma dos homens. Bem típico da psicologia humana, aliás, onde o bem é um conceito associado à luz e o mal à escuridão.

Bem, tudo isso é mitologia, assunto que cabe bem numa aula sobre folclore, religião e até psicologia analítica junguiana. Gente séria, dizem, não se ocuparia desses assuntos, que não passam de tolices bizantinas. Podem dar boas conversas num bar às seis da tarde, mas ninguém leva para a cama para dar uma pensada.

Pode ser. Quem não concordaria com esse diagnóstico seria exatamente o Dr. Jung. De certo ele se levantaria do túmulo com o dedo em riste para dizer que tudo isso é uma coisa muito séria e não deve ser tratada de forma tão leviana.

Porque são exatamente esses mitos que fazem a nossa cabeça para o bem e para o mal. Esses mitos são os chamados Arquétipos, tipos psicológicos que a nossa própria condição de existir “imprime” em nossas almas mesmo antes de nós nascermos. São eles que determinam as nossas crenças, os nossos temores, os nossos complexos, os nossos anseios mais profundos e moldam nossa personalidade, muitas vezes, de forma que não podemos explicar por que somos deste ou daquele jeito.

Não sei, mas estou achando que Jung tem razão. Agora mesmo estou vendo na TV uma informação dizendo que Donald Trump está querendo nomear o Estreito de Ormuz com seu próprio nome. O canal por onde corre o sangue negro que move o mundo passará a chamar-se Estreito Trump.

Com Allah ele já está brigando faz algum tempo. O lugar de Jesus ele já tomou. Ainda não atacou as deidades chinesas e hindus porque elas tem bombas atômicas iguais às dele. Mas, nesse passo, não vai demorar muito para ele desterrar também Buda, Shiva, Brhama, além de mandar para o calabouço Confúcio, Lao Tzé e todos os chinos malucos que deram vida a uma teosofia sem deuses antropomórficos, como é o caso da chinesa.

No momento é a vez do deus Ormuz. Azar dele porque já não tem Zaratustra, nem Mitra, o taurino filho do Sol, que foi seu principal guerreiro contra Arimã, para ajudá-lo. Mitra perdeu seu lugar para Jesus e Zaratustra foi destronado por Moisés, segundo diz Nietzsche.  

Que Jeová se cuide. O próximo pode ser ele. Um aliado importante Trump já tem: Benjamin Netaniahru, um dos quatro cavaleiros do Apocalipse, que já está fazendo o seu trabalho na Palestina.   

João Anatalino
Enviado por João Anatalino em 03/09/2026
Alterado em 03/09/2026


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