João Anatalino

A Procura da Melhor Resposta

Textos


O DNA DA COVARDIA

O pastor Silas Malafaya é o protótipo mais perfeito do fariseu que Jesus apodava de “sepulcro caiado”. Ele encarna o arquétipo do vendilhão do templo, que fez da palavra de Deus um negócio lucrativo e poderoso, capaz não só de enriquecer o seu dono, mas também dar a ele um poder avassalador sobre o espirito das pessoas inconscientes dessa servidão psíquica que os cultos evangélicos do chamado neopentecostalismo promovem. Ele não só é uma das pessoas mais ricas do país, graças à competência com que vende a palavra de Deus, como também virou um cabo eleitoral poderoso da direita radical, sendo hoje um verdadeiro “guru” para os simpatizantes dessa ala ideológica.

Não obstante o caráter deletério da sua atuação é preciso reconhecer que, pelo menos desta vez, ele está fazendo jus à carapuça que usa de pastor evangélico, pois tirou, pelo menos por um momento, o seu barrete de fariseu para dizer que o seu protegido, o histriônico e demagogo Flávio Bolsonaro, é um covarde que não merece os quase sessenta milhões de votos que recebeu de uma população decepcionada com um incompetente governo de esquerda.

Essa população queria uma mudança que, pelo menos acenasse com uma política mais séria de governo, capaz de fazer o pais crescer, ao invés de distribuir benesses em forma de programas sociais que apenas alimentam a estagnação ao invés de alavancar um desenvolvimento sustentado.

Malafaya disse o que todo mundo, inclusive os eleitores do Bolsonazi número Um estão pensando, mas, pela vergonha de reconhecer o erro, não manifestam: que a família Bolsonaro é tóxica, covarde e irresponsável. Não merece liderar a direita. O pai, Jair, deixou o país tão logo viu que havia perdido a eleição para não ter que passar a faixa para o adversário que o derrotara. Preferiu coordenar, de fora, uma reação irresponsável contra a chapa vencedora, que resultou na baderna do 8 de janeiro de 2023 em Brasília. Voltou depois, quando achou que já não tinha mais perigo mas esqueceu-se que tinha feito um inimigo figadal no Supremo, que não esquecera todas as inventivas que ele havia feito contra ele e o Tribunal. Acabou condenado e preso.

Agora o filho número Um toma o mesmo caminho. Foge do país com medo de ser preso. Faz pensar que alguma coisa muito suja da sua vida foi varrida para baixo do tapete e agora que o tapume das eleições foi retirado a verdade virá à tona. O Irmão, Eduardo já havia feito a mesma coisas.

Essa família tem o DNA da covardia. Malafaya disse bem: só os covardes fogem da sua responsabilidade. Nesse mister, Lula dá de dez a Zero nos Bolsonazis. Ele não fugiu do país. Enfrentou os processos, foi preso, cumpriu parte da sentença e voltou, com méritos ou não, à cena política.

Está mais do que na hora de a direita largar a alça do caixão dessa família de arrivistas. Ela nunca conseguirá unir o país porque sua política é baseada no ódio, na dissenção e não na união. Eles querem somente o poder e não são nem um pouco democratas. Se puderem trarão de volta a ditadura.

Ainda bem que ele não ganhou. Estivemos perto de uma grande tragédia política. Isso nos dá um certo alívio e nos faz pensar que talvez Deus seja, de fato, brasileiro.

 

João Anatalino
Enviado por João Anatalino em 28/10/2026
Alterado em 28/10/2026


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