João Anatalino

A Procura da Melhor Resposta

Textos


 

ENSAIO Nº III

O MUNDO DOS ARQUÉTIPOS

 

A psicologia do arquétipo construtor

 

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Arquétipos, na concepção junguiana, são “tipos psicológicos” impressos na psique humana, que servem para moldar comportamentos individuais e coletivos. Geralmente independem da própria escolha consciente do indivíduo ou da coletividade. A influência dos arquétipos pode ser identificada na estrutura da personalidade de todos os povos, independente de raça, origem, etnias e outras especificações utilizadas pelos estudiosos para classificar os diferentes grupos pelos quais a espécie humana se distribui ao longo da sua história. Não há um único povo, antigo ou moderno, que não tenha os seus arquétipos influenciadores. Como bem salienta Jung, “Exatamente como o corpo humano representa um verdadeiro museu de órgãos, cada qual com sua longa evolução histórica, da mesma forma deveríamos esperar encontrar também, na mente, uma organização análoga [1]

Destarte, as influências arquetípicas que estruturam a nossa vida psíquica em seu substrato mais profundo são refletidas na ideias, conceitos e atributos de personalidade que correspondem aos nossos sentimentos, aspirações e tendências comportamentais. E uma delas, como podemos  perceber na mandala acima, pode ser identificada no exercício de uma profissão, no caso, o ofício do construtor.  

Isso porque esse ofício, como bem observa o historiador inglês Bernard Jones, sempre exigiu do profissional um considerável trabalho especulativo, que no jargão moderno podemos chamar de teoria. Podemos dizer, para dar uma ideia mais precisa dessa ideia que, numa construção tão complexa como uma catedral, por exemplo, é preciso que o seu idealizador não só tenha um portentoso poder de imaginação para traçar os planos de construção, como também “especular” com temas relacionados à geometria, ótica, acústica, e principalmente com a simbologia que o edifício deveria conter para “transmitir” ao espirito do  frequentador a mensagem que se pretendia divulgar. Ou, como diz Fulcanelli,” A língua das pedras que esta arte nova fala, diz com muita verdade J.F.Colls, é simultaneamente clara e sublime. E tanto fala à alma dos mais humildes como dos mais cultos. Que língua patética, o gótico das pedras! Uma língua tão patética, com efeito, que os Cânticos de um Orlande de Lassus ou de um Palestrina, as obras para órgão de um Haendel, ou de um Frescobaldi, a orquestração de um Beethoven ou de um Cherubini, e, maior que tudo isso, o simples e severo canto gregoriano, talvez o único canto verdadeiro, só por acréscimo dizem algo mais do que as emoções causadas pela catedral em si própria. Ai daqueles que não amam a arquitetura gótica ou, pelo menos, lamentemo-los como deserdados do coração”[2]  

O autor resume, nesse texto, o arrebatamento espiritual que acomete a todos aqueles que entram em uma catedral na hora do ofício, ou mesmo fora dele, e sentem a sutileza da atmosfera que ali se instala. E se esse estado de espírito é eliciado no frequentador, pode-se imaginar a comoção que terá causado no seu construtor, ao ver estampada na sua obra a glorificação do seu trabalho, que pode-se dizer, é o corolário de um verdadeiro Processo de Individuação.

 

A Maçonaria Operativa

 

Conquanto o costume de sacralizar o ofício já existisse entre os artesãos da construção na antiguidade foi somente na Idade Média que esse costume ganhou status de verdadeira tradição. A comunhão da habilidade operativa com o ideal especulativo foi uma realização dos artesãos medievais na sua ânsia de atingir um enlevamento espiritual através da confecção de uma obra de arte. Foram esses profissionais, mais religiosos que técnicos, mais místicos que filósofos, que perceberam que o ofício de construtor, pelas suas características de integralização de formas, manipulação de símbolos e conhecimentos de geometria e matemática era o que mais se aproximava do ideal ascético que a atmosfera religiosa da época lhes inspirava.

Afinal, vivia-se numa cultura que não distinguia o esotérico do exotérico e a arte de construir era uma ocupação que proporcionava ao seu praticante, não só o provimento das suas necessidades profanas, mas também uma realização espiritual. Essa disposição se encontrava especialmente na produção de obras sacras, com destaque para a construção de igrejas, porque a mística que nelas se imprimia despertava no espirito do artífice uma sensação de mágica transcendência que os fazia crer serem eles os canais pelos quais se poderia captar e fazer fluir a inteligência divina. Assim, na construção daqueles edifícios monumentais, os artistas da pedra acreditavam repetir o trabalho de Deus na construção do universo.

Com efeito, a catedral medieval não era apenas o local onde os homens podiam sentir-se em comunhão com a divindade. Ela era um simulacro do universo, no qual todas as manifestações arquetípicas que se hospedam no inconsciente do ser humano se condensavam e encontravam um encaminhamento operativo. Recorremos novamente ao alquimista Fulcanelli para descrever essa síntese do espírito medieval: “Santuário da Tradição, da Ciência e da Arte, a catedral gótica não deve ser olhada como uma obra unicamente dedicada ao cristianismo, mas antes como uma vasta coordenação de ideias, de tendências, de fé populares, um todo perfeito ao qual podemos nos referir sem receio desde que se trate de penetrar o pensamento dos ancestrais, seja qual for o domínio: religioso, laico, filosófico ou social”, escreve esse autor, denotando a densidade espiritual que se condensava  naquele edifício, refletindo todas as tendências da vida medieval. “Se há quem entre no edifício para assistir aos ofícios divinos,” prossegue ele, “se há quem penetre nele acompanhando cortejos fúnebres ou os alegres cortejos das festas anunciadas pelo repicar dos sinos, também há quem se reúna dentro delas noutras circunstâncias. Realizam-se assembleias políticas sob a presidência do bispo; discute-se o preço do trigo ou do gado; os mercadores de pano discutem aí a cotação dos seus produtos; acorre-se a esse lugar para pedir reconforto, solicitar conselho, implorar perdão. E não há corporação que não faça benzer lá a obra prima do seu novo compa-nheiro e que não se reúna uma vez por ano sob a proteção do santo padroeiro”[3].

 Aglutinava-se, portanto, nesse edifício, a própria alma coletiva da comuna, pela convergência do sua energia psíquica para um único ponto, onde ele poderia atingir um pico máximo de densidade, facilitando a comunicação com a divindade. Daí o fato de a catedral medieval ter sido considerada o arquétipo perfeito de todas as construções humanas e o modelo ideal para se realizar o aprimoramento do espírito do seu construtor através do trabalho manual. Essa mística, essa elevação da alma aos domínios mais sutis do espírito assemelhavam-se à prática da alquimia, razão pela qual o citado autor associa ambas as práticas, a arquitetura e a alquimia, como sócias do mesmo empreendimento, qual seja, o de proporcionar o aprimoramento espiritual do profissional através de uma maçonaria operativa.[4]

Diante disso, justifica-se o costume de os maçons operativos, construtores de igrejas, dizerem que Deus era o Sublime Arquiteto do Universo, enquanto eles eram seus “pedreiros”, construindo, fisicamente, os modelos do universo divino. Com efeito, na perfeição das formas, na solidez das estruturas, na harmonia do conjunto, obtida pela maestria com que se elaborava cada detalhe, é preciso reconhecer nessa obra máxima da arquitetura medieval uma construção de espírito, realizada não só a partir da atuação do engenho humano sobre a matéria, mas da própria interação entre o espírito da matéria trabalhada e do artesão que a manipulava. Dessa ideia, à uma sacralização do ofício do construtor, foi apenas um passo, servindo, para o seu praticante, como um Processo de Individuação, nos moldes em que a psicologia analítica moderna se refere.

 

O Grande Arquiteto do Universo

 

A ideia inserta nesse processo de aprimoramento espiritual através de uma ocupação profissional era a de que sendo Deus a Mente Criadora do universo, o seu Supremo Arquiteto (Tecton), fez dos homens os seus “obreiros”, ou seja, os responsáveis pela construção física da realidade universal.

Tecton (τέκτον) é uma palavra grega que significa "artesão", "construtor", "pedreiro", "carpinteiro", ou qualquer outro profissional criador de produtos onde a força do intelecto se une à destreza das mãos para produzir artigos de lavor. Isso vem de uma tradição cultivada pelas antigas civilizações, onde o termo architecton era usado para designar o "mestre dos tektones", construtores de edifícios, e também para designar os grandes escultores, como Fídias, Miron, Praxíteles e outros artistas que elevaram a arte grega da escultura à perfeição. O termo é usado igualmente no Novo Testamento para descrever a profissão de Jesus, o que nos leva a crer que era invocado também para designar os carpinteiros e outros profissionais da construção civil nesses antigos tempos. É nesse sentido que a conexão do termo com a propriedade criativa atribuída ao ser humano se conecta com os atributos divinos associados ao Criador.

1840541.png1840539.png Dessa ideia arquetípica nos veio a tradição maçônica de considerar Deus como o Grande Arquiteto do Universo e os homens como seus “pedreiros”. Enquanto Deus “pensa” o universo através de “formas” ideais, como sugere a filosofia de Platão, os homens, que são os seus “pedreiros”, o constrói, como se ele fosse um edifício, cuja estrutura (em forma de leis naturais) saem do pensamento divino e cujas formas e consistência são produzidas pelas mãos humanas.

O arquétipo Tecton (Grande Arquiteto do Universo) é inspirado na filosofia gnóstica. Entretanto, é importante esclarecer que na crença gnóstica o responsável pela criação do universo físico não é Deus, mas sim uma divindade inferior conhecida como o Demiurgo, também referido nas crenças cabalistas como Yaldabaoth, uma espécie de artesão, que teria criado o mundo material para hospedar as centelhas de energia expulsas do Princípio Único que se manifestou no mundo físico através de uma grande explosão luminosa.[5]

Essas centelhas seriam as nossas almas, as quais foram aprisionadas em “cascas” que lhe são aderidas ao longo das sucessivas encarnações às quais elas são submetidas até alcançarem a libertação final. A ideia inserta nessa crença resultou na necessidade psíquica que levou o ser humano a crer na necessidade de encontrar fórmulas específicas de libertar a sua alma dessas “cascas” aderidas ao longo das suas múltiplas “vidas” para poder voltar ao seu estágio inicial de “centelha luminosa”, tal como era quando saiu do Núcleo Primordial. Na tradição religiosa essa é a ideia contida no processo de salvação das almas preconizada por todas as crenças religiosas. Daí a ideia arquetípica que encontramos em todas as religiões, de que no céu só entra em forma de luz, e que o peso da nossa alma deve ser o menor possível.[6]

Cumpre lembrar que a crença gnóstica de um universo construído por uma entidade inferior a Deus já fazia parte da filosofia de Platão, que nos diálogos com o seu discípulo Timeu descreve o Demiurgo como sendo uma espécie de arquiteto que desenha o mundo físico e o constrói através das ações humanas, as quais, por consequência, se tornam prisões para as suas almas. Nessa ideia arquetípica podemos identificar a origem das crenças que atribuem ao nosso próprio Ego ( que nada mais é do que a nossa própria consciência de existir), a razão de todos os nossos constrangimentos psíquicos.

Nesse sentido é que a doutrina da Cabala afirma que o demônio é o nosso próprio Ego e que nó precisamos ter consciência do bem e do mal que nele se hospeda. E nesse mesmo sentido, a psicologia analítica junguiana desenvolve um Processo de Individuação, no qual o indivíduo busca integrar os conteúdos do seu inconsciente no seu consciente, unificando a sua estrutura psíquica de forma que ele possa se reconhecer como uma pessoa e não como uma hospedaria de culpas e complexos que muitas vezes prejudica a sua própria existência. É nesse sentido que o filósofo Nietzsche desenvolve a sua filosofia do Super-Homem, ou seja, um indivíduo com uma consciência além do bem e do mal, que sabe que tudo que lhe acontece é fruto das suas próprias escolhas e não de um destino que lhe é atribuído por forças que ele desconhece e não sabe as razões.[7]

 

O mito e a realidade

 

No estágio de conhecimento da ciência atual, essa mística concepção já não pode ser considerada apenas uma especulação metafísica. Ela aparece como uma realidade manifesta nos laboratórios de pesquisa avançadas sobre o comportamento da energia que está na origem de todas as realidades físicas existentes no universo. Essas pesquisas parecem confirmar intuições de antigos taumaturgos e filósofos que afirmavam a existência de uma estreita relação entre o comportamento da energia que está na origem da matéria universal e a consciência humana, criando a chamada “ilusão da realidade” em que vivemos, como há milhares de anos esses místicos já sustentavam. [8]

Podemos dizer que essas descobertas mudaram o conhecimento que tínhamos do universo e abriram novas fronteiras de conhecimento do comportamento da energia que dá vida ao universo físico. Pesquisadores como Heisenberg, Planck, Bohr, Schroedinger, Broglie e outros, abriram as portas de um mundo desconhecido e completamente avesso à ideia de uma mecânica universal simplesmente conformada por leis naturais como se pensava anteriormente.

Max Planck (1858–1947) é considerado o pai da física quântica. Sua descoberta de que a energia não é emitida continuamente, mas sim em pacotes discretos e indivisíveis chamados quanta, deu origem aos estudos avançados sobre a mecânica quântica. Com a sua Constante de Planck, uma das teorias fundamentais da física moderna, ele recebeu o Prêmio Nobel de Física em 1918.

Niels Bohr (1885–1962) desenvolveu o Modelo Atômico de Bohr, teoria fundamental para o entendimento do comportamento da energia no seu nível mais íntimo.

Werner Heisenberg (1901–1976), formulou o célebre Princípio da Incerteza, segundo o qual é impossível determinar simultaneamente e com precisão absoluta a posição e o momento (velocidade) de uma partícula subatômica, confirmando a hipótese de Schopenhauer de que toda a realidade é conformada pela imagem que a nossa mente projeta.

Erwin Schroedinger (1887–1961) é o autor da famosa equação que leva o seu nome, que descreve como o estado quântico de um sistema físico muda com o tempo. Com a especulação conhecida como o "Gato de Schroedinger" ele demonstrou o paradoxo da superposição quântica que fortalece a hipótese de Heisenberg a respeito do Princípio da Incerteza e a ideia de que a realidade que vivemos é distorcida pela imagem que a nossa mente faz dela.

Já o francês Louis de Broglie (1892–1987) propôs a hipótese de que não apenas a luz se comporta como onda e partícula, mas partículas massivas como os elétrons também apresentam propriedades ondulatórias. Essa hipótese foi fundamental para o entendimento do comportamento da energia no nível quântico.

Com o trabalho desses pesquisadores e as descobertas feitas nesse campo, voltou à baila velhas especulações sobre a existência, no universo, de uma ou mais dimensões de onde a energia que está no estofo do mundo físico seria originada    Nesse sentido não se descartaria inclusive a existência do mundo espiritual, de que falam taumaturgos, místicos e filósofos espiritualistas desde o início dos tempos, mas sempre negado pelos adeptos do positivismo por falta de provas concretas. [9]

 

A contribuição da psicologia analítica

 

     A teoria da relatividade já havia colocado muitos cientistas em dificuldades em razão das suas estranhas propriedades. Depois, com os paradoxos apresentados pela energia quando observada em seus mais íntimos detalhes, ficou patente que um novo paradigma deveria ser incluído na noção de realidade que o mundo físico apresenta aos nossos olhos: esse paradigma era a consciência humana e as características que ela possui, que ainda estão longe de serem totalmente entendidas e mapeadas. Observou-se que a realidade em que vivemos sofre profunda influência da consciência humana, de maneira a poder-se afirmar que a sua própria existência está umbilicalmente ligado a ela de modo que já não é possível excluir do processo de construção do universo a parte sutil do ser humano, ou seja, o seu espírito.

Isso é o mesmo que dizer que depois que o homem adquiriu a capacidade de refletir, o destino e a conformação do universo não podem mais negar a sua participação nesse processo como protagonista principal. Como diz Teilhard de Chardin, depois que o homem deu o passo da reflexão, a evolução, que até então ocorria por conta da natureza, passou a ser auto dirigida, ou seja, pela consciência humana.[10]

É nesse sentido que podemos afirmar que se o mundo é construído pela consciência humana, nada mais lógico deduzir que ele será melhor quanto mais ela for aprimorada. É nesse passo que a obra maçônica de construir edifícios psíquicos mais aprimorados ganha vulto e reclama por uma nova visão da Maçonaria. Uma maçonaria que faça dos seus membros verdadeiros artífices da construção universal como quer a mística nela impregnada. E para isso é preciso que ele integre, em sua consciência, a sua verdadeira essência, como diz Jung, realizando o encontro do seu inconsciente pessoal com os conteúdos do inconsciente coletivo da humanidade, para realizar a proposta que o filósofo Sócrates preconizava em sua filosofia: conhece a ti mesmo.  

 


[1] Carl G. Jung, Natureza da Psique, 1960. Na imagem uma mandala mostrando os doze arquétipos de Jung, com suas projeções psicológicas na psique humana.

[2] O Mistério das Catedrais, pg. 48

[3] Idem, pg. 50..

[4] Ibidem, pg 51

[5] Essa explosão luminosa é referida na Bíblia em Êxodo, 1: 13 na expressão “Haja luz, e houve luz”. Interpretações modernas associam essa expressão ao Big Bang, evento que a ciência moderna coloca como uma espécie de “parto” do universo físico.

[6] Essa crença já era professada pelos antigos egípcios que acreditavam que as almas moravam no coração. Por isso o coração dos defuntos era pesado na balança da deusa Maat, tendo como contra peso uma pena de avestruz. Se fosse encontrado peso menor que  o da pena ele seria considerado “puro” e era conduzido pelo deus Osíris ao céu de Rá. Se o peso fosse maior que o da pena o defunto “impuro” seria lançado na Tuat, uma espécie de inferno, onde seria devorado pela serpente Amnit. Ver, nesse sentido Wallis Budge, Os Deuses Egípcios”, Vol. I

[7] Nesse sentido, vide as obras de Nietzsche Assim Falava Zaratustra e Além do Bem e do Mal, no qual ele desenha a personalidade do homem consciente de todos os seus atributos e liberto de todas as influências supersticiosas que as chamadas “verdades eternas”, na opinião dele, exercem sobre a nossa personalidade.

[8] Filósofos, como Arthur Schopenhauer e Emannuel Kant , por exemplo também tiveram intuições semelhantes ao defender, em suas especulações, a ideia de que a realidade que se apresenta aos nossos olhos é constituída por duas estruturas: uma é a coisa em si (formatada pela “vontade de ser” existente em todas as coisas (a enteléquia de Aristóteles) e a representação que delas fazemos, que é uma ilusão criada pela nossa mente (a Maya dos hindus). Para Schopenhauer, essa era a razão do nosso sofrimento, que sobrevêm quando percebemos que as coisas em si não são como a nossa mente as representa. 

[9] Vide, nesse sentido, nossa obra Maçonaria, a Cabala do Ocidente- Madras, 2024

[10] O Fenômeno Humano, op. Citado.

Imagens: Maçons construindo uma igreja: Pinterest

                O Grande Arquiteto desenhando o universo: gravura de William Blake: O Casamento do Céu com O Inferno

João Anatalino
Enviado por João Anatalino em 06/11/2026
Alterado em 06/11/2026


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